

Os Concertos Participativos da Gulbenkian regressaram ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para uma das experiências mais especiais da temporada de Gulbenkian Música: juntar coralistas amadores ao Coro Gulbenkian e à Orquestra Gulbenkian numa grande produção musical. Em 2026, a obra escolhida foi a Paixão segundo São Marcos, de Osvaldo Golijov, com direção de Joana Carneiro.
Mais do que um concerto, trata-se de um projeto que aproxima a música das pessoas de forma rara e exigente. A Gulbenkian abre este formato à participação de cantores não profissionais, mas integra-os num contexto artístico de elevado nível, com ensaios, preparação e apresentação pública num dos palcos culturais mais importantes de Lisboa e do país.
A escolha da Paixão segundo São Marcos reforça essa dimensão especial. A obra cruza escrita coral e orquestral com ritmos e influências afro-latinas, criando uma linguagem intensa, contemporânea e cénica, muito diferente da ideia mais tradicional de concerto coral.
Porque é que isto importa?
Porque a cultura não é um detalhe: é parte essencial da qualidade de vida de uma cidade e de quem nela vive. Instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian ajudam a tornar Lisboa mais rica, mais humana e mais desejável, não apenas para visitar, mas para viver.
E isso também tem relação com o imobiliário. Quem procura uma casa não escolhe apenas metros quadrados ou uma localização no mapa. Escolhe um contexto de vida. A proximidade a equipamentos culturais, a qualidade da oferta artística e a vitalidade de uma cidade contam — e contam muito — na forma como se vive, se sente e se valoriza uma zona.
